ainda temos livre-arbítrio?

dicas da natureza, latinhas de snack, por trás do FOMO e muito mais <3

get inspired

Bom dia! ☀️ Ainda há espaço para dúvidas? Será que temos paciência e coragem de encarar aquilo que não sabemos? Em um instante, o Google, o TikTok, o Chat GPT, o Gemini, o Claude e tantas outras ferramentas estão a postos para responder toda e qualquer questão que temos ao longo da vida. 💬 Com anos de buscas, já não sabemos mais viver sem a “sabedoria” instantânea da internet.

Mas existem situações em que os robôs não conseguem nos ajudar. 🙇‍♀️ Precisamos mais daquilo que é vivo, que acolhe, que sente e que transborda. De uma forma ou de outra, sempre voltamos para a essência - e, nesse caso, estamos falando da natureza. 🌱 Por mais que tenhamos esquecido, ela e nós somos partes de um mesmo todo. Somos natureza tanto quanto os animais, as plantas, os elementos e os fenômenos - então porque não aprender um pouco mais com eles?

Instagram Post

Essa é a proposta desse post que vi no Instagram e que trago para refletirmos de forma mais consciente e calma sobre a vida. 🫁 Deixe que as árvores te lembrem que o crescimento demanda tempo; que os ventos te mostrem que você pode mudar a direção e o ritmo; que as nuvens te revelem que, quando as coisas se tornam pesadas, é hora de deixar ir; e que as estrelas te recordem  que a luz é revelada através da escuridão. 💫 Preparadas para mais uma semana?

hype scan

snack tin

O Mounjaro se tornou o remédio mais vendido do mundo e não temos ideia do quanto isso impacta nosso comportamento. 💉 Recentemente, me deparei com uma nova tendência chamada snack tin, ou latinha de lanches, que nasceu no TikTok com a premissa de aumentar o prazer e a consciência em nossas refeições intermediárias. 🥜 Mas será que é isso que acontece na prática?

@thenakedlight

Do you like when something feels truly special? When it’s made just for you? Do you like it when something has a soul? I call it the conv... See more

Mindful snacking

Anastasia - snack tin queen segundo sua biografia do TikTok - compartilha guias para a montagem das latinhas enquanto prega o equilíbrio entre o bem-estar físico e mental. 🧠 A ideia é sempre ter consigo um lanche rápido, variado e leve, o qual possa ser apreciado com calma e valorização. Você pode imaginar como “sua própria tábua de frios portátil e personalizada”.

A lata se torna uma ferramenta. Em vez de comer algo no piloto automático, você transforma isso em um pequeno ritual e, com o tempo, essa consciência começa a moldar também suas escolhas diárias.

Isso faz parte de uma abordagem terapêutica chamada mindful eating 🧘‍♀️, que consiste em eliminar distrações e usar todos os sentidos para focar no momento presente ao alimentar-se, sentindo calmamente os sabores, as texturas, as temperaturas etc. Isso ajuda a identificar sinais reais de fome e saciedade 👅, além de melhorar a relação com a comida, o que seria o ponto forte dessa tendência.

Estética, intenção, tempo e autocuidado

A expressão “comer com olhos” tem origem científica. 🔬 Quando olhamos para alimentos que parecem apetitosos, temos uma série de respostas químicas que nos preparam para comer e aumentam significativamente o prazer de cada garfada. Você já deve ter percebido que só de pensar em um alimento que gosta, sua boca já começa a salivar… 🤤 Por isso, a premissa de que a latinha seja esteticamente agradável faz completo sentido dentro do objetivo de garantir mais prazer a esse momento.

Além disso, parte importante da tendência consiste na montagem da lata, um momento para se dedicar a preparar algo com cuidado para sua versão do futuro. 🫐 Isso é uma ótima estratégia para nos forçar a encontrar um tempo dentro da rotina para praticar o autocuidado - uma das maiores dificuldades da nossa era. 

Em vez de vivenciarmos isso de forma rápida e distraída, introduzimos a pausa e a atenção. Com o tempo, isso ajuda as pessoas a fazerem escolhas melhores, não apenas em relação à comida. Pela minha própria experiência e pelo que as pessoas compartilham comigo, percebi que isso pode desacelerar o sistema nervoso, reconectar-nos aos sinais do corpo, mudar nossa reação para a escolha e nos ajudar a perceber padrões como medo, hábito ou tédio.

Regulação emocional

Em uma de suas falas em entrevista para a Vogue, Anastasia discorre sobre a snack tin não se limitar a snacks, mas sobre ser uma forma de desacelerar, observar e se reconectar consigo mesma. ☺️ No entanto, existe algo perigoso nessa ideia: a associação entre a comida e a regulação emocional.

Quando usamos os alimentos como ferramentas para nos ajudar a nos acalmar, nos consolar, nos acolher ou nos recompensar 💝, criamos um mecanismo mental que pode prejudicar - e muito - nossa relação com a alimentação. Comer com emoção é diferente de comer por emoção, sendo o segundo uma forma de regulação que nos desconecta do comer em si e pode acabar nos sabotando. 🍟 Por isso, é importante que estejamos conscientes que essa latinha pode fazer parte do nosso momento de desaceleração, junto a outros hábitos, mas não ser o nosso momento de desaceleração.

Mini porção

A teoria é linda, mas… e a prática? 🔍 Muitos comentários surgiram abordando o tamanho da porção. E é verdade: seria essa uma forma de nos condicionar a comer menos, alinhada à cultura da magreza, ou um reflexo do quanto nossa noção de quantidade mudou após a ascensão das canetas emagrecedoras? 🤔 Em um dos comentários, um usuário escreveu “Latinha pra porçãozinha anti desmaiozinho do mounjarinho”.

Instagram Post

Enquanto Anastasia prega um lanche sem regras, restrições ou controle, acaba confundindo a livre escolha de alimentos com a restrição de “quantidade permitida” 🍇 - em algumas latinhas, são colocados um pedaço de tira de Kit Kat. Isso se torna perigoso quando pensamos que boa parte de nossas calorias diárias são advindas de refeições intermediárias e uma quantidade suficiente de comida é necessária para nos manter saciados e com energia ao longo do dia. 😋 Ainda, as latinhas limitam aquilo que mais buscamos na maioria dos lanches programados: maior volume com baixa densidade calórica.

Assim, aderir a snack tin não é um problema se o planejamento for feito com consciência. 💭 Essa latinha dificilmente trará saciedade para suas tardes se substituída por um lanche volumoso, mas pode ser um bom complemento ou até mesmo uma sobremesa para as refeições principais. 🍪 O importante é que estejamos conscientes das vantagens, desvantagens e pretextos por trás desse movimento.

mais novidades por aí

  • 🥡 Miojos mais completos? Konjac lançou uma nova linha de noodles hiperproteicos (32g de proteína);

  • 🍨 Nem o sorvetinho escapa. Borelli firmou parceria com a Mais Mu para a criação de dois sabores de sorvetes proteicos;

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  • 🧘‍♀️ O wellness de luxo é real. Temos uma nova marca no segmento e ela chama-se… Dior! Já posso estar desejando um tapete de yoga de 7 mil reais de aniversário?

desabafo fit

O que realmente nos impede de fazer o que queremos? 💭

As últimas semanas lotaram nossa caixinha de desabafos e, como era de se esperar, eles estão diretamente conectados. 🤝 A “era da métrica” realmente está nos deixando malucas… Você realmente precisa comparar o seu sono da semana com uma amiga que ainda não trabalha? Tem que se preocupar tanto com a alimentação quanto uma influenciadora milionária? 💸 Precisamos provar que realmente merecemos algum tipo de reconhecimento através do nosso contador de calorias?

“A era da métrica”. Engraçado pensar nisso. Hoje em dia as pessoas ficam postando pontuações de sono, macronutrientes que calcularam na comida, calorias gastas e/ou consumidas no dia… Parece que estamos vivendo em uma fase de provar constantemente nosso valor através de métricas e percentuais. Com isso, acabamos nos vendo em uma comparação sem sentido. 

Anônima, leitora da click fit.
self care cartel crew GIF by VH1

Qual o custo de vivermos antenados em tudo o que acontece em nossa volta? 🤳 Já sabemos. O que se posta nas redes sociais é apenas um recorte, não devíamos nos comparar tanto. Mas conseguimos? Só de estar consciente desse mecanismo, estamos protegidas dos sentimentos envolvidos? 🫀 Ao mesmo tempo que acabamos fugindo da nossa realidade ao adentrarmos nas vitrines alheias, somos expostas às mais diversas formas de descontentamento e questionamento dos próprios valores, vontades, personalidades e sentidos.

Eu realmente preciso correr uma maratona? Esse foi um questionamento que me fiz esses dias depois de rolar o feed assistindo a major de Londres. Então, pensei: “caraca, que FOMO”. Mas eu realmente preciso disso? Preciso provar que consigo correr uma maratona? E ainda em um pace “agradável”? Acho que o boom das corridas fez com que a procura por essa aceitação e pertencimento fosse maior.

Anônima, leitora da click fit.

Isso me fez refletir sobre esse sentimento de fear of missing out (FOMO). 🫨 O que tememos quando estamos nos sentindo de fora? O que torna tal situação particularmente relevante no momento não é apenas o fato de que você não está a experimentando, mas sim que as outras pessoas compartilharão uma experiência da qual você não poderá participar. 🙇‍♀️ Em outras palavras, mesmo que você não queira correr uma maratona em Londres, você teme não poder compartilhar do clima, da torcida, da conquista, da superação e de todos os detalhes envolvidos na corrida, enquanto vê tantas pessoas dividindo essas emoções.

Há, então, uma implicação social que vai além do que você quer ou não quer fazer. E reconhecendo esse fator social da experiência, podemos compreender melhor a natureza do FOMO: a necessidade de conexão. 💗 É bom se conectar com as pessoas não apenas pela conexão em si, mas também porque estamos percebendo, cada vez mais, como esses laços sustentam nossa capacidade de viver bem (criar vínculos, manter relacionamentos íntimos, encontrar abrigo e segurança, evitar a solidão, satisfazer a nossa necessidade de pertencimento, etc.). 🫂 Compreendemos isso mais do que nunca pelas características da época em que vivemos - as redes até cria uma falsa sensação de proximidade, mas sabemos que a internet nos isola e deixa um sentimento de vazio quase impossível de preencher.

Logo, podemos refletir sobre os tipos de conexão que criamos nos dias de hoje. 🔍 Será que essa necessidade de expor nossas métricas e nossas experiências vem de uma busca valorização através de likes, comentários e visualizações? 📲 E, para quem assiste, será que é essa a grande angústia? A de que essas interações virtuais são o que nos falta para preencher a sensação de solidão e, por isso, sentimos tanta FOMO desses eventos altamente compartilháveis? 😖

A verdade é que precisamos de um lugar que nos preencha. Seja ele um destino, uma pessoa, um trabalho, um hobbie ou um encontro consigo mesma. 🌟 Precisamos daquela sensação de abraço, de que tudo está ou vai ficar bem e de que não importa o que o resto do mundo está fazendo, porque não há lugar melhor do que o nosso presente. 🏆 Estamos carentes da sensação de que estamos seguindo nosso coração, perdidas entre as nossas alegrias e as dos outros (que nos parecem tão atrativas aqui da vitrine). Essa repetição desenfreada acabou matando todo o sentido existente em nossas escolhas - e é isso que necessitamos de volta.

Instagram Reel

Voltando à nossa pergunta inicial, o que realmente nos impede de fazer o que queremos? 🧐 É um misto de sentimentos de comparação, cobrança, solidão e necessidades não atendidas. Sei que esse desabafo tem mais perguntas do que respostas, mas o objetivo é refletirmos sobre a importância das conexões em nossas vidas, aquelas que frequentemente deixamos de lado por egoísmos criados nessa obsessão pelas métricas perfeitas, e sobre o resgate das nossas verdadeiras ambições, aquelas que apareciam em nossos desenhos muito antes de criarmos um perfil no Instagram. 🎨 E se depois desse desabafo todo você se sente perdida, fica o lembrete: quem não se perde, não se acha; então não desista de buscar o resgate da sua essência.

Enfim, esse foi um desabafo da nossa comunidade click fit, mas me conta: qual é o seu? Nesse link você vai encontrar um espaço para colocar tudo pra fora - e quem sabe não inspira um tema pra próxima edição?

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