- click fit
- Posts
- por que aceitar seu corpo parece tão impossível?
por que aceitar seu corpo parece tão impossível?
tempo, o papel da comida nas nossas emoções, artigos sobre nutrição esportiva e muito mais <3
get inspired
Bom dia! ☀️ Você piscou e já estamos no fim de janeiro. Por que será que o que é bom passa tão rápido? Eu tenho um palpite: porque fazemos questão de aproveitar cada segundo. ⏱️ Nossa noção de tempo é relativa: quando estamos felizes ou engajados (estado de "fluxo"), o cérebro se concentra na experiência, diminuindo a atenção à passagem do tempo. 💤 Ao mesmo tempo, parece que vivemos uma semana a cada dia.
De volta à rotina, é normal que esqueçamos nossos propósitos de vida e sejamos engolidas pela rapidez da vida adulta. 😰 Por isso, hoje começamos o dia refletindo sobre como podemos aproveitar mais nossos dia a dia, estar presentes em cada segundo e criar momentos de ócio e contemplação 💭 - para que não nos percamos daquilo que faz sentido para nós.
Na correria de hoje, todos pensamos demais, buscamos demais, queremos demais e esquecemos a alegria de apenas ser.
hype scan
food porn
Panquecas da Skims, bloco de manteiga da Bose, pudim de banana da Glossier, sorvete de pistache da Miraggio… 🍨 O que todas essas estratégias de marketing do setor de beleza podem nos dizer sobre comer? Em diversos setores, marcas estão usando a comida como metáfora, na intenção de evocar sensações, memórias, emoções e, claro, desejo. 🫦

(Imagens retiradas do Google).
E por que isso funciona? Bom, porque (como dizemos por aqui quinzenalmente) a comida vai muito além de nutrientes. 🧬 O texto “Comida e antropologia: uma breve revisão”, de Sidney W. Mintz, expressa como o comportamento relativo à comida liga-se diretamente ao sentido de nós mesmos e à nossa identidade social. 💗 A fome pode ser impositiva, mas mesmo nesses momentos os hábitos alimentares continuam sendo veículos de profunda emoção. Nossas atitudes em relação à comida são normalmente aprendidas cedo por adultos afetivamente poderosos (nossos pais 👩❤️👨), o que confere ao nosso comportamento alimentar um poder sentimental duradouro.
Dessa forma, as marcas de tecnologia, moda, beleza, luxo e estilo de vida conseguem mexer com as nossas emoções em um nível mais profundo, tornando seus produtos aparentemente mais acessíveis, desejáveis e emocionalmente envolventes. 🧠 As collabs da Carmed são um exemplo claro da tentativa de explorar todas as nossas sensações: os hidratantes labiais em parceria com a Fini, a Coca-Cola e o Burger King, que possuem aromas e sabores específicos. 👅 Podemos lembrar também do lançamento de produtos corporais Eudora com fragrâncias de gelato Bacio di Latte (Vanilla Caramel, Pistacchio…), da sorveteria Granado e de tantos outros exemplos.

(Imagens retiradas do Google).
Esse tipo de campanha não apenas ativa nossos sentidos, mas mescla os sentimentos de entusiasmo e nostalgia com a diversão e o prazer da indulgência 😆, fazendo com que os enxerguemos para além da funcionalidade. E como falar de evocação de comfort nostalgia em 2026, sem retornar à 2016? A nostalgia voltou ao centro da cultura jovem, que busca segurança emocional em referências conhecidas, estáveis e previsíveis em um contexto de aceleração, incerteza e excesso de estímulos. 🤳 Ao invés de apenas “reviver” o passado, tentamos recriar a sensação de conforto que ele representava, quase como um mecanismo de regulação emocional, alívio da ansiedade e recuperação da sensação de controle. 🫁 2016, portanto, simboliza para a juventude um momento anterior às grandes rupturas (pandemia, hiperpolitização do digital e pressão por performance), carregando referências mais leves e um consumo menos munido de responsabilidade.
Assim, a abordagem visual e sensorial ligadas à comfort foods remetem à nostalgia e, consequentemente, às sensações evocadas por ela, fazendo dos produtos mais relacionáveis, compartilháveis e memoráveis. 💭 A ideia é a de que o conforto, previsibilidade, intimidade e pertencimento associados valem mais do que o impacto imediato ou a inovação vazia. 🫂
click fit decode
Ideias de artigos para ler nas férias :)
Ah, que saudade de receber uma perguntinha de indicação por aqui! 🤩 Como não temos um tema especificado, aqui vão alguns dos meus queridinhos sobre nutrição esportiva no geral:
🏋️♀️ Diretrizes de prática clínica para nutrição esportiva: Associação Brasileira de Nutrição Esportiva. Basicamente o documento que resume todas as nossas evidências sobre recomendações nutricionais de macro e micronutrientes no esporte, estratégias para performance, lesões/necessidades especiais e suplementação (o verdadeiro bê-a-bá da nutrição esportiva);
🙇♀️ Sex differences and considerations for female specific nutritional strategies: a narrative review. Um pouco do que sabemos sobre a diferença entre sexos na resposta à estratégias nutricionais e considerações específicas para mulheres;
💪 ISSN exercise & sports nutrition review update: research & recommendations. Um guia sobre suplementação esportiva e evidência científica (atualização de 2018);
🌱 High-Protein Plant-Based Diet Versus a Protein-Matched Omnivorous Diet to Support Resistance Training Adaptations: A Comparison Between Habitual Vegans and Omnivores. Uma comparação entre dietas à base de plantas e dietas onívoras no que diz respeito às adaptações ao treinamento resistido e hipertrofia muscular - spoiler: as duas são igualmente efetivas;
🧠 The Placebo and Nocebo effect on sports performance: A systematic review. Um estudo crítico sobre o efeito placebo no esporte e a interpretação de dados submetidos a esses efeitos.
desabafo fit
Nossa vida vale um corpo? 👙
A ascensão do uso de canetas emagrecedoras escancara uma verdade difícil de engolir sobre nossa realidade: mulheres vivem para ser magras (e frustradas). 🙇♀️ A ideia de magreza imperativa, custe o que custar, é evidenciada por conteúdos associados à transtornos alimentares que ressaltam a narrativa de que o corpo ideal será a fonte de toda a nossa felicidade. 🤩
Isso não é um movimento moderno. 🔙 Desde cedo, somos ensinadas que nossa aparência é um reflexo do nosso valor, o que marca a relação de insegurança e autocrítica que as mulheres têm com o próprio corpo. Assim, aceitar nossos corpos parece uma missão impossível 🙅♀️ - já que aprendemos a buscar aprovação externa, nos encaixar nos padrões sociais e acreditar nas emoções reprimidas que refletem na forma como nos vemos.
Estatisticamente, uma menina tem mais chances de crescer vendo personagens femininas pulando refeições, reclamando do próprio corpo ou usando o peso como piada ou punição do que vendo alguém comer com prazer sem consequência moral. 🍔 É só pensar em nossas maiores referências culturais e artísticas na infância e adolescência. Em quantos filmes ou séries vimos corpos reais de maneira natural e não discriminatória? Agora, quantas personagens não conhecemos com relações problemáticas com o próprio corpo, que possuem transtornos alimentares ou se submeteram a algum procedimento estético? 😷 Regina George (Meninas Malvadas), Blair Waldorf (Gossip Girl), Nina Sayers (Cisne Negro), Monica (Friends) e tantas outras.
@maluanutri A cena parece inofensiva… mas traduz uma era.🥀💔 Em As Apimentadas, quando Britney comenta o corpo de Brianna sob influência das outras gar... See more
No livro “O Mito da Beleza”, Naomi Wolf aborda os padrões de beleza como instrumentos políticos contrários ao avanço dos direitos das mulheres. 👩⚖️ Ela descreve as dietas e a busca incessante pela magreza como o "sedativo político mais potente da história", já que mulheres que vivem constantemente preocupadas em contar calorias, em guerra com seus corpos e enfraquecidas pela autocrítica são menos propensas a questionar, protestar e desafiar o sistema patriarcal. 🤨 Uma população feminina insegura e ocupada com a aparência é mais fácil de controlar, já que essa luta interna afeta diretamente nossa confiança em outras áreas da vida (como o trabalho), nossas relações pessoais e a forma como enxergamos nosso potencial.

E você já deve ter notado o tanto de espaço a insatisfação corporal ocupa em nossas mentes. 🧠 Em conversas entre mulheres que você presenciou ultimamente, quantas foram sobre política, reflexão e vivência e quantas foram sobre comida, estética, procedimentos e/ou canetas emagrecedoras? 🫠
O “custe o que custar”, ainda, é um modo de pensar intrigante. 🧐 Estamos tentando emagrecer e nos tornar mais parecidas mesmo que isso nos prive de prazer e identidade. O prazer em comer sem culpa, sem matemática extensa ou sem insegurança está se tornando cada vez mais escasso. 🍩 Hoje em dia, não importa se nosso rosto não se pareça mais com aquele com o qual nascemos (o que mostra nossos traços familiares, origens etnográficas e marcas da vida), desde que nossa boca esteja carnuda, nossas bochechas discretas e nossa pele bem esticada. 💆♀️
Portanto, o desabafo de hoje é: será que nossa saúde, identidade e história valem um corpo? 💭 Em meio a uma pressão descomunal para que odiemos nossos corpos, vale lutarmos por aquilo que nos faz únicas, individuais e saudáveis. 👸 Que essa reflexão nos instigue a perceber o tamanho da influência externa que deixamos nos afetar diariamente e nos traga de volta o poder de questionar e lutar pelo espaço de ser quem somos. <3
Enfim, esse foi um desabafo da nossa comunidade click fit, mas me conta: qual é o seu? Nesse link você vai encontrar um espaço para colocar tudo pra fora - e quem sabe não inspira um tema pra próxima edição?
quer aparecer por aqui?
Já pensou em ter sua marca anunciada de forma assertiva para o seu público-alvo? É só clicar aqui.

prêmios da click fit
Por aqui você indica sua newsletter favorita e ganha presentes por isso! 🎁Cada inscrita que você trouxer para a click fit vale 1 ponto. 🥇 Ah, e não esquece de avisar que é preciso confirmar a inscrição pelo email automático que ela vai receber ao se inscrever. ⚠️
Vejo vocês em quinze dias <3
Stay balanced


Reply